6/09/2008

"pular de precipício em precipício, ossos do ofício"

Não sei exatamente como foi, só sei que aconteceu.

Percebi que amo muito, que amo mesmo soterrada em contas, que amo feliz, que amo no mau-humor do despertar, que amo depois do banho.

Não sei exatamente quando foi, mas acredito que pode ter acontecido naquele dia em que parei de correr atrás e resolvi seguir em frente.

Talvez tenha sido no dia seguinte, ainda não sei.

Mas sei que amo exageradamente. Amo tanto que penso que nem amo mais. Por uns instantes eu desisto e logo volto pra buscar o amor.

Não sei se foi a sobrinha aprendendo a falar, se foi a mãe desistindo da sua força e cansando de lutar, não sei se foi a saudade de cantar Julio Iglesias no sala de visitas. Mas agora eu tenho certeza, eu amo.

Eu amo sem orgulho, sem prestígio, sem chacota. Amo com ironia, com desprezo, até com uma certa raiva de amar tanto, mas eu amo.

Eu invisto cada dia mais, eu imploro por novas chances, eu rezo e peço que tudo dê certo no final, porque eu amo, e sei que vale a pena amar.

Porque, cada dia mais, recebo provas de amor.

Cada dia que era presente e virou passado me coloca exatamente onde eu deveria estar. E eu amo.

Amo a vida. Amo viver. Amo você.

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